Menos culpa
O sintoma é investigado como sinal do funcionamento do corpo inteiro, não como falha moral.
Sobre
Minha prática acompanha uma transição maior da psiquiatria contemporânea: sair de rótulos isolados para mapas mais personalizados de funcionamento, combinando sintomas, redes cerebrais, estilo de vida, história e resposta ao tratamento.

Durante os meus anos de prática clínica, percebi um padrão que se repetia: pessoas que já haviam tentado terapias, medicações e mudanças pontuais de hábitos, mas ainda sentiam que faltava uma peça de organização.
A minha transição para a Psiquiatria do Estilo de Vida e para uma leitura do sofrimento que considera o funcionamento integral do corpo não aconteceu por um salto conceitual brusco. Foi o resultado natural de começar a perguntar, de forma sistemática, o que mais estava acontecendo por baixo da superfície, na vida de cada paciente.
Descobri que prescrever apenas medicamentos, ignorando contexto, alimentação, sono, estresse e rotina, frequentemente criava um teto para a recuperação. O cérebro é o solo vivo onde a mente acontece; investigar corpo, história e contexto não reduz você à biologia — amplia o mapa clínico.
Minha missão é ajudar você a compreender o seu próprio funcionamento e sair do ciclo desgastante de tentativa e erro. Em um cenário repleto de excessos e desinformação, isso significa unir medicina baseada em evidências, psicoterapia, neurociência aplicada e uma escuta verdadeiramente humana.
A saúde mental exige atualização contínua e a capacidade de integrar psicofarmacologia com as intervenções de estilo de vida. Ofereço supervisão profissional a médicos, psicólogos e psicoterapeutas, somando uma camada neurobiológica e farmacológica ao seu trabalho, sem substituí-lo. A ideia é apoiar o raciocínio clínico integrado e a leitura de exames (inclusive genéticos, quando indicados), oferecendo orientação diagnóstica e de diagnóstico diferencial em casos que não responderam a abordagens iniciais.
A supervisão incide sobre o raciocínio de quem conduz o caso, não sobre o paciente. Assim, o diagnóstico, a prescrição e a condução permanecem com o profissional responsável, dentro das atribuições de cada profissão. Quando o caso exigir avaliação médica direta, é feito o encaminhamento, que faz parte da própria supervisão.
Ao longo da prática clínica, fui organizando uma forma de trabalhar com pessoas que já tentaram muitas vezes “se disciplinar” e continuam presas em ciclos de exaustão, alarme, culpa ou alívio rápido. O problema raramente é falta de informação. Muitas vezes, falta um mapa que mostre por onde começar.
O sintoma é investigado como sinal do funcionamento do corpo inteiro, não como falha moral.
A decisão clínica considera história, rotina, resposta prévia, riscos e dados biológicos quando forem úteis.
A mudança precisa caber no corpo, no contexto e na fase de vida do paciente.
Não são clichês institucionais. São os compromissos que vêm da prática clínica diária e orientam tudo o que faço — e o que recuso fazer.
Um sintoma psiquiátrico pode estar ligado a um sono fragmentado, ao metabolismo alterado ou a um estado inflamatório. O cuidado começa por mapear o seu estilo de vida.
A sua biologia indica vulnerabilidades e tendências, nunca uma sentença. A transparência sobre o que é mecanismo comprovado e o que é hipótese faz parte da confiança.
O trabalho respeita a sua autonomia e o seu ritmo. Construímos, de forma colaborativa, uma rotina que você consiga sustentar a longo prazo.
A prática busca apoiar decisões em literatura médica, avaliação clínica e prudência — sem curas mágicas, modismos ou tendências passageiras de internet.
Base em fisiologia, bioquímica e patologia do corpo humano.
Vivência clínica na neurociência das adições e no diagnóstico psiquiátrico.
Dois anos de supervisão semanal — a escuta para o que os exames não mostram.
Formação complementar com referências internacionais em TCC, com foco em dependência química.
Formação complementar em Terapia de Esquemas; docência e supervisão de novos terapeutas.
Estudo nas bases de Martin Seligman — o propósito como regulador biológico da resiliência.
Três anos de formação no Instituto da Família de Porto Alegre, para atendimento individual, de casais e de famílias. É o alicerce do trabalho com vínculos: o sofrimento de uma pessoa raramente cabe apenas nela.