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TDAH · neuropsiquiatria de redes

Biblioteca de redes

Leitura autoguiada para quem avalia, acompanha e supervisiona — e não prescreve.

Dr. Guilherme Loureiro Fracasso · CRM-RS 36.500 · RQE 32.771 · Aberta em 11/09/2026

Material técnico para profissionais de saúde mental. Não é prescrição, não é recomendação de tratamento e não substitui avaliação médica. Dose, titulação e manejo de efeitos adversos são conduta do médico assistente.

Uma criança de sete anos ouve “corram até a parede” e corre até a parede. Todas as outras entenderam a parte que ninguém disse — e parem antes.

Não é desatenção. Ninguém prestou mais atenção àquela frase do que ela. É que o cérebro não recebe a instrução: recebe a instrução mais tudo o que já esperava do mundo — e o que chega à consciência é a diferença entre as duas coisas.

Esta biblioteca parte de uma hipótese e a leva até onde a evidência permite: a mesma configuração de redes produz rótulos diferentes conforme a idade e conforme o que está disponível para consumir. Aos 8 anos chama-se desatenção; aos 15, impulsividade; aos 22, craving; aos 30, compulsão; aos 40, transtorno por uso de substância.

Um mecanismo. Cinco rótulos. Cinco especialidades. E, quase sempre, nenhuma conversa entre elas.

Mecanismo

Como as redes se organizam, o que mudou desde o modelo das três redes, e por que a sala de avaliação mede a condição em que a criança funciona.

Redes

~8 min

Por que uma criança vai bem na sala de avaliação e desmonta em casa. Menon 2011 e o que veio depois: de conectividade estática para reconfiguração dinâmica.

Atlas transdiagnóstico

~40 min · em preparo

TDAH, sono e variabilidade funcional, dimensão a dimensão. Documento longo, escrito para colegas. Camada profunda da página de Redes.

Fármacos — o que a resposta revela

Uma página por fármaco, escrita para quem não prescreve. Nenhuma delas trata de dose ou titulação: todas tratam do que a resposta ao fármaco informa sobre o perfil neurofuncional — e isso cabe num laudo.

Percurso

Onde a leitura de redes leva quando se acompanha a mesma pessoa por vinte e cinco anos.

Como esta biblioteca é feita

Cada página segue o mesmo gabarito de sete seções: uma pessoa (uma cena real de consultório), o mecanismo em linguagem simples, o que a resposta revela, o que perguntar, o que não se sabe, a situação regulatória e as fontes. O subsolo técnico — receptor, cascata, tamanho de efeito, DOI — abre por revelação progressiva, para quem quiser.

Toda afirmação factual carrega o estatuto da sua fonte: verificado em fonte primária, secundária quando vem de síntese institucional ou parecer, pendente quando ainda não foi conferida.

Número sem DOI não circula. Quando uma lacuna existe, ela aparece na própria tabela — em vermelho, no meio dos comparadores — em vez de ser omitida. Uma página que mostra o próprio buraco é mais confiável que uma que o esconde.

E há uma distinção que organiza a biblioteca inteira: fármaco sem registro no Brasil — aprovado por agências de referência, com base clínica, sem registro local — é categoria diferente de substância sem registro em lugar nenhum. As duas aparecem aqui, e nunca com o mesmo estatuto.

Quem escreve

Dr. Guilherme Loureiro Fracasso — médico psiquiatra, CRM-RS 36.500, RQE 32.771. Transtornos aditivos e psiquiatria do estilo de vida, em Porto Alegre.

Esta biblioteca foi aberta em 11 de setembro de 2026, junto a uma palestra sobre “TDAH: da neurobiologia ao diagnóstico e tratamento”. Ela continua crescendo depois disso: os endereços não mudam, o conteúdo aumenta.